Pimentel diz que não há desindustrialização no País
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Laís Alegretti<br>Agência Estado 
Brasília - Em apresentação a parlamentares, ontem, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que as tendências de longo prazo não apontam qualquer risco de desindustrialização no País. Pimentel participou de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, que teve como tema a "redução da participação da indústria no PIB".
Para o ministro, o que ocorre hoje no Brasil é um processo de rearranjo do tecido industrial brasileiro. "Ele não pode ser confundido com desindustrialização", disse. Segundo o ministro, o País passa de uma base caracterizada pela indústria de baixo conteúdo tecnológico para indústria com alto conteúdo tecnológico. "A transição ainda não terminou." Ele defendeu que o espaço da indústria no PIB não decresceu. "Está mantido na mesma proporção desde o início do século. Não é muito diferente do porcentual da indústria na maioria dos países desenvolvidos", afirmou.
Pimentel disse que o movimento de rearranjo não é homogêneo. "Não acontece de maneira tão organizada como gostaríamos. Tem setores da indústria que vão diminuir de tamanho e outros vão ganhar." Ele defendeu, ainda, que o governo deve ter políticas de apoio a esse processo e citou o Brasil Maior, dizendo que já tem seus efeitos sentidos.
Conjuntura
Pimentel afirmou que o governo deve reagir à crise internacional. Sobre as alterações do câmbio, disse que "atrapalham e atrasam" o esforço do País. Apesar disso, segundo ele, está mantido o apoio à inovação. Isso significa abrir a economia "de forma correta", para absorver produtos com alta carga tecnológica e maneira de fazê-los, além de investir em mão de obra qualificada.
O ministro mostrou dados de emprego e afirmou que a força de trabalho dobrou entre 2001 e 2011. "Isso mostra que não há perda de vitalidade."


