A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) coordenou ontem uma operação em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Receita Estadual (RE), para verificação do combustível comercializado em Londrina, Cambé e Ibiporã.
''O que se pretende verificar é a qualidade do combustível. É impossível visitarmos todos os postos, mas aleatoriamente escolhemos alguns, colhendo amostras para ver se encontrávamos combustível adulterado'', explicou o promotor Cláudio Esteves. ''Na verdade não existe uma denúncia. Existe generalizado na população que em alguns pontos, em dados momentos, exista a adulteração de combustível, por isso é necessário este acompanhamento e a PIC, até seguindo uma rotina que já foi desenvolvida em Curitiba, e vai fazer este trabalho periodicamente de buscar responsabilizar, punir o crime que por ventura esteja acontecendo.'' A equipe visitou ontem cerca de 15 postos, e no exame preliminar que verifica no local a porcentagem de álcool na gasolina e a presença de água nos combustíveis nenhuma irregularidade foi encontrada.
Conforme o fiscal da ANP, Orlando Carvalho, as amostras colhidas ainda serão encaminhadas para um laboratório credenciado em Curitiba, que deverá identificar a presença de solventes. ''Em todos os postos que examinamos, os produtos estão dentro das especificações da ANP. Se formos fazer um julgamento do que verificamos no dia de hoje (ontem), os produtos são excelentes, sem problema algum para o consumidor'', avaliou Carvalho. O fiscal não soube precisar quando serão concluídos os exames nas amostras colhidas em Londrina.
O proprietário do Posto Bremen, localizado na região central de Londrina, Antonio Marques da Silva, apoiou a fiscalização. ''Acho que esta verificação tem que ser feita em todos os postos porque isto vai garantir para o consumidor qualidade no produto e, para o Estado, a garantia do recolhimento dos impostos devidos'', disse.
O contador do Posto San Domingos, em Ibiporã, Marcelo Augusto Rampazzo, defendeu que a fiscalização seja feita em toda região. ''Acho que tem que verificar a procedência do combustível. A fiscalização é válida, não só em Londrina, mas em toda região'', defendeu.

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