Curitiba O investidor que apostou nas ações dos Papéis de Índice Brasil Bovespa (PIBB) está dando pulos de alegria. O investimento é formado pelas 50 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e rendeu 25,8% de outubro de 2005 (quando foi lançada a oferta de ações) até 31 de janeiro. Este rendimento é superior ao da bolsa que acumula ganhos no mesmo período de 21,1%. Só em janeiro, o rendimento do PIBB foi de 17,2%, percentual que representa o ganho que um poupador demoraria um ano inteiro para obter em fundos DI ou de renda fixa. No primeiro mês do ano a Bovespa rendeu 14,4%.
O PIBB é formado por ações como Petrobras, Vale do Rio Doce, Itaú, Bradesco e Ambev, entre outras. Quem aplicou até R$ 50 mil ainda tem a garantia de ter o capital de volta mesmo que as ações não tenham rendimento algum. O valor mínimo para aplicação era de R$ 300.
A popularização do mercado de ações começou com a oferta de papéis da Petrobras e da Vale do Rio Doce que permitia o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador. Para o economista chefe da empresa Austin Rating, Alex Agostini, este tipo de aplicação abriu as portas para o investidor e contribuiu para desmistificar a visão de que a bolsa é ''um jogo de cartas marcadas''.
Ele destaca que, aplicar em ações, exige um pouco de conhecimento para que o poupador não amargue prejuízos. Caso, a pessoa não entenda de ações, é aconselhável procurar o gerente do banco ou um profissional de uma corretora de valores.
Agostini lembra que hoje é possível encontrar fundos de ações que aceitam aplicações a partir de R$ 500. Porém, antes de investir a pessoa deve identificar qual é o seu perfil: conservador, moderado ou agressivo. ''As pessoas com perfil mais agressivo têm risco alto de perder mas o retorno também pode ser muito alto'', afirma.
Nas corretoras é possível aplicar em ações específicas que o poupador escolher. Mas, isso só é permitido através das corretoras porque elas têm o registro legal junto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição reguladora do setor. Nas corretoras, os investimentos podem começar a partir de R$ 1 mil.
Ele aconselha para quem apostar em ações formar uma ''cesta de papéis'' diversificada para reduzir os riscos com, no mínimo, quatro ações de cada setor que esteja com bom desempenho. Entre as mais cotadas no momento estão as dos setores de mineração, siderurgia, bancos, energia elétrica e telecomunicações.

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