O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou expansão de 4,3% no primeiro trimestre do ano passado com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos gerais, o PIB pode ser traduzido pelo crescimento anual da produção de todos os setores produtivos na economia, segundo o professor de Economia Vanderlei Sereia, coordenador do curso da Universidade Estadual de Londrina.
Na soma das ''riquezas'' são consideradas todas as empresas instaladas no País, independente da sua nacionalidade. O professor explica que o PIB é medido de três formas: produção, fluxo de rendas e dispêndio (gastos públicos e privados). ''O mais utilizado é o valor de mercado, que mede o desempenho da produção'', afirma Sereia. Ele acrescenta que o crescimento do PIB é resultado do aumento da demanda interna por matérias-primas e produtos, o que reflete diretamente na geração de empregos na produção, prestação de serviços e no comércio.
''Desta forma, há aumento do emprego e da renda. Os setores produtivos vendem mais e também podemos dizer que aumenta a distribuição de renda à população'', observa o professor. No entanto, ele ressalva que para que o PIB realmente tenha crescimento positivo é preciso que o índice esteja acima das taxas de crescimento da população e da inflação. ''Se considerarmos a inflação em cerca de 3,5% e a taxa de natalidade em 1,5%, o PIB deveria ser de +5%. Então, concluímos que o PIB brasileiro é baixo'', explica.
Sereia ainda lembra que o resultado do PIB é obtido a partir de uma média de crescimento ou retração de vários setores. No geral, as indústrias de eletrônicos, informática e automobilística tem apresentado bons resultados, enquanto setores mais básicos, como o calçadista têm desempenho negativo. No entanto, ele lembra que o PIB per capita (renda nacional) têm aumentado nos últimos anos.
Entre 2000 e 2003 a renda por pessoa foi de cerca de US$ 4.150; em 2004, o valor subiu para US$ 4,28 mil contra US$ 4,3 mil em 2005 e US$ 4,5 mil no ano passado. ''Não é uma renda alta, fica em torno de R$ 900 por mês. Nos Estados Unidos, a renda per capita é de US$ 36 mil, enquanto nos países da África varia entre US$ 500 e US$ 700 anuais'', informa o professor.

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