'PIB do Paraná deve superar RS até 2001
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Marco Antonio Assef Especial para a Folha 
O Ipardes - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social -, órgão ligado à Secretaria Estadual de Planejamento, divulgou ontem seu boletim bimestral de análise conjuntural da economia do País e do Paraná. O PIB (Produto Interno Bruto) do Paraná deverá ultrapassar o do Rio Grande do Sul - atualmente o quarto do País - até o ano 2001, de acordo com as previsões do órgão, que analisa o comportamento das variáveis macroeconômicas nacionais e regionais. O crescimento paranaense acontece devido aos investimentos feitos no segundo semestre do ano passado, aumentando o pólo industrial do Paraná, principalmente no ramo automobilístico. O Estado ficaria atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Para Gilmar Lourenço, coordenador do Núcleo de Estudos Econômicos do Ipardes, o crescimento da economia paranaense está acontecendo devido aos investimentos feitos, que foram maiores em 1998 em relação a Estados com PIB maior que o do Paraná. A taxa de crescimento industrial do Estado só foi menor do que as do Rio de Janeiro e Bahia, onde o volume de investimentos nos pólos petroquímicos foi intenso. Os setores que fizeram o crescimento industrial paranaense chegar a 3,2% em 1998 foram o automobilístico, que tornaram o Paraná como o segundo Estado brasileiro na produção de veículos automotores, atrás apenas de São Paulo e a recuperação do agronegócio, ou seja, a agricultura local se equipou bem e teve um alto índice produtivo e ainda a diversificação acelerada do ramo madeireiro-papeleiro, que voltou a ter um peso importante na economia paranaense.
O estudo do Ipardes leva em conta dados coletados pelo próprio instituto e por outras instituições, como por exemplo, a Fiep - Federação das Indústrias do Paraná. As exportações em 1998 diminuíram 12,8% em relação a 1997, mas a tendência é de que volte a crescer neste ano. Em relação ao PIB, no ano passado o Paraná teve um crescimento de 1,5% e para 99, a previsão é de que chegue a 2,5%. A previsão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é que o PIB do Brasil tenha um crescimento negativo de 3,5% neste ano, por causa da recessão.


