PIB do Paraná cresce mais que o dobro da média nacional


Magaléa MazziottiReportagem Local
Magaléa MazziottiReportagem Local

A economia paranaense cresceu 2,9% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O desempenho do PIB estadual, R$ 101,675 bilhões, foi mais que o dobro do nacional, que teve um incremento de 1,4% no terceiro trimestre, chegando a R$ 1,641 trilhão.

Diante do resultado, pela segunda vez neste ano o Ipardes revisou para cima a projeção do PIB de 2017. A primeira estimativa era de 1,5%. Depois, foi elevada para 2% e agora, projeta-se uma expansão de 2,3% da economia do Estado neste ano. Para o Brasil, a projeção mais otimista é de um crescimento de 1%.

"Por setor, o crescimento de 2,1% dos serviços acarretou mais de R$ 60 milhões em valores correntes para o PIB do terceiro trimestre. A nova projeção do PIB está respaldada na velocidade da retomada da economia estadual nos principais setores: agropecuária, indústria e serviços, que contam com a expectativa de que as vendas deste Natal sejam as melhores dos últimos três ou quatro anos", avalia o diretor presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior. A projeção para 2018 é que a economia também cresça 2,3%.

O Ipardes ressalta que foi determinante para o resultado estadual do terceiro trimestre o aumento de 11,1% do setor agropecuário, somando R$ 5,759 bilhões, puxado principalmente pelo milho segunda safra.

Favorecida pela demanda gerada para dar conta da supersafra deste ano, a indústria de transformação cravou 2,5% de alta no terceiro trimestre. O segmento de máquinas e equipamentos foi o que mais cresceu: 14,8% . Depois veio a indústria de veículos automotores (11,4%). "O importante é destacar essa evolução no que abrange máquinas e equipamentos. Mesmo num cenário nebuloso, essa alta da indústria de transformação mostra que está havendo investimentos por parte dos empresários para aumentar produtividade, ser mais competitivo. Isso demonstra confiança na retomada do desenvolvimento da economia", assegura o economista da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Roberto Zurcher.

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AGRONEGÓCIO
O Ipardes observa que os 2,1% de alta do setor de serviços no período foi favorecido pela recuperação de vendas no comércio, postos de combustíveis, vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, e o crescimento da área de transportes, armazenagem e correios, e de serviços prestados às famílias. Para Zurcher, os serviços refletem os efeitos positivos da supersafra. "É o o efeito multiplicador do agro. Cada real gerado pelo setor vira R$ 7 na economia do Estado", constata.

O avanço do PIB poderia ter sido maior, segundo o Ipardes, não fosse pela menor produção de energia elétrica, afetada pela redução dos níveis dos reservatórios. E também pelo fraco desempenho do segmento de serviços de informação e comunicação.




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