Curitiba - O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná teve retração de 1,3% em 2009, com valor estimado de R$ 189,992 bilhões e participação de 5,9% do PIB nacional. O Estado manteve-se como a quinta maior economia brasileira. O PIB per capita em 2009 foi de R$ 17.779,11, o que o coloca na oitava posição no ranking nacional. As informações fazem parte da pesquisa Contas Regionais, divulgada ontem pelo IBGE.
O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Lourenço, explicou que o resultado de 2009 foi provocado pelos efeitos da crise financeira internacional que atingiu duas ''grandes locomotivas'' do crescimento do Paraná que são o agronegócio e a indústria automobilística.
A participação do Paraná já foi maior e chegou a 6,4% em 2003. ''O Estado encolheu a participação com a crise do agronegócio entre os anos de 2004 e 2006 com redução de safra, estiagem, febre aftosa e gripe aviária'', lembrou.
Em 2010, os dados preliminares do IBGE apontam para um crescimento de 7,5% do PIB do Brasil e de 8,3% do PIB do Paraná. A previsão para o fechamento de 2011 é que o Brasil atinja um crescimento de 3,3% e o Paraná de 4,1%. ''O Paraná está recuperando a capacidade de crescimento. Em 2011, o Estado vem se mostrando com uma economia mais dinâmica que a média brasileira'', disse Lourenço.
Com queda de 18% no valor adicionado bruto da atividade agropecuária em 2009, o clima, ao longo do ano, foi um dos fatores que mais contribuiu para a queda da produção das principais culturas agrícolas. As culturas que mais sofreram foram trigo (-19,1%), soja (-20,3%) e milho (-27,9%).
A atividade pecuária e pesca, ao contrário, terminou o ano com variação em volume do valor adicionado bruto de 10,8%, devido a expansão de 10,2% no número de suínos, o que gerou crescimento em volume de 11,2% no valor adicionado bruto da atividade de criação de suínos. O crescimento em volume de 11,2% da atividade de criação de bovinos foi reflexo da expansão de 18,1% da produção de leite no Estado.
A atividade industrial apresentou volume de -3,3% em 2009, a construção civil e a indústria extrativa tiveram expansão de 1,8% e 5,5%, respectivamente. Com participação de 82,4% no valor adicionado bruto industrial, as atividades da indústria de transformação e produção e distribuição de eletricidade, água, esgoto e limpeza urbana, foram as responsáveis pelo resultado negativo da atividade industrial, com variações em volume de -4,4% e -4,3%, respectivamente.
A indústria de transformação fechou o ano de 2009 com volume negativo devido à queda na produção dos setores de alimentos e bebidas (-4%), máquinas e equipamentos (-18,3%) e automóveis, caminhonetas e utilitários (-1,9%), apesar da expansão na produção de produtos químicos (22,7%) e na produção de refino de petróleo e gás natural (0,3%).
O setor de serviços apresentou volume de 1,7% em 2009. As atividades que mais contribuíram foram serviços de intermedição financeira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados (7,9%), serviços prestados às famílias e associativas (8,8%), serviços domésticos (6,9%) e atividade imobiliária e aluguéis (2,8%).

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