PIB do 3º trimestre deve ter expansão de até 2,50%
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Francisco Carlos de Assis e<br>Flavio Leonel<br>Agência Estado 
São Paulo - A divulgação do crescimento econômico medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) referente ao terceiro trimestre deste ano será o destaque da agenda econômica doméstica desta semana. O indicador será anunciado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Previsões preliminares apontam para uma expansão de 1,50% a 2,50% do PIB na margem, do terceiro sobre o segundo trimestre deste ano, e um avanço de 5,10% a 5,30% da economia sobre igual período do ano passado.
Vários são os indicadores antecedentes cujos desempenhos de julho a setembro podem ser citados para reforçar as expectativas de uma boa evolução da economia no terceiro trimestre, mas os dois mais utilizados por analistas são a produção industrial e as vendas do comércio varejista neste período. Em julho, a indústria produziu 0,40% a menos que no mês anterior e 6,90% a mais sobre idêntico mês em 2006. Nas mesmas comparações, as vendas do comércio varejista avançaram 0,60% e 9,30%. No mês seguinte, a atividade industrial cresceu de maneira forte, com uma expansão de 1,30% sobre julho e 6,60% sobre agosto do ano passado e as vendas evoluíram 1,10% e 10,30%, respectivamente. Em setembro, mês de fechamento de trimestre, a produção industrial caiu 0,60% na margem, mas cresceu 5,60% na comparação interanual, enquanto as vendas, pela mesma ordem, avançaram 1,40% e 8,50%.
Os bons resultados da atividade econômica expressos por estes indicadores estão associados ao estoque de cortes de juros iniciados de setembro de 2005 a setembro deste ano, de 19,75% para os atuais 11,25%; ao aumento das importações de máquinas e equipamentos para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), na esteira da desvalorização do dólar frente ao real; e ao aumento do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País, entre outras importantes variáveis econômicas, como o aumento do emprego e da massa salarial, no âmbito de um cenário de inflação sob controle.
No mesmo dia do anúncio do PIB serão conhecidos dois indicadores parciais de inflação já referentes a dezembro. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informará a média resultante dos aumentos e das reduções de preços de produtos e serviços na capital paulista no período de 30 dias que compreende a primeira quadrissemana do IPC-Fipe. Na primeira pesquisa de novembro, o índice fechou com uma ligeira alta de 0,02%, mas foi evoluindo até chegar à taxa de 0,47% no fechamento novembro ante 0,08% do final de outubro.
Na sequência, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgará a primeira prévia do IGP-M de dezembro. Estes indicadores têm merecido atenção especial dos analistas porque têm prometido entregar no final do ano uma inflação ao redor de 7,00%, quase o dobro do que está sendo esperado para os IPCs. Os vilões destes indicadores estão alocados no atacado, onde os preços agrícolas têm se elevado acima do esperado dentro do que o mercado tem caracterizado como um choque de ofertas. Os preços da soja e das carnes bovinas estão no topo das maiores altas. Na primeira prévia do IGP-M de novembro, a inflação apurada foi de 0,34%, e no fechamento do mês chegou a 0,69%. Mas o IGP-DI do mês passado subiu a 1,05%, com o IPA Agrícola mostrando um aumento de 4,32%, pressionado por soja (5,36%) e bovinos (10,45%).
Na quinta-feira o Banco Central anunciará a ata que registrou a 131 reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da quarta-feira passada e que manteve a taxa Selic em 11,25% pela segunda vez consecutiva.


