PIB deve ter crescimento em torno de 3% em 2011, diz BC
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Agência Estado 
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Vasconcelos, disse hoje (12) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer em torno de 3% em 2011. "Uma taxa de crescimento em torno de 3% e 3,5% é bastante importante e precisa ser comemorada", destacou, em referência à conjuntura internacional marcada por séria crise. Ele falou durante o seminário Reavaliação Risco Brasil, que está sendo realizado em São Paulo.
Na palestra, Vasconcelos chegou a citar a frase "em torno de 3%", mas complementou em seguida ao dizer que o relatório de inflação de setembro indicava que o País deverá registrar um avanço de 3,5% neste ano.
Vasconcelos afirmou também que a taxa de câmbio "é a primeira linha de defesa da economia" em momentos de estresse internacional. "Nós observamos isso em 2002 e em 2008, mas, evidentemente, não podemos deixar esse papel somente com a taxa de câmbio", comentou.
Segundo ele, as boas condições de liquidez das contas externas do País, proporcionadas sobretudo por superávits de transações correntes de 2003 a 2007 e ingressos expressivos de investimentos diretos estrangeiros nesse período, permitiram que o Brasil acumulasse um volume significativo de reservas cambiais, que foram fundamentais para mitigar os efeitos da crise internacional sobre a economia doméstica em 2008.
Em agosto de 2008, o País possuía US$ 205 bilhões em reservas, patamar que foi muito importante para que o Brasil enfrentasse a recessão mundial deflagrada naquele ano, como já manifestou o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o seu antecessor, Henrique Meirelles. "Hoje, as reservas internacionais estão num patamar ainda maior, pois estão ao redor de US$ 350 bilhões", destacou Vasconcelos.
O diretor demonstrou orgulho em relação ao que é observado na economia brasileira nos últimos dez anos. Vasconcelos afirmou ainda que a regulação financeira conservadora diferencia o Brasil de outros países.
Segundo ele, a crise de 2008 e 2009 mostrou que a "manutenção de um colchão de liquidez de compulsórios é fundamental" para o País. Vasconcelos afirmou ainda que a regulação prudencial no Brasil ajudou o mercado de capitais na expansão vigorosa da segunda metade da década passada. "A regulação prudencial cuidadosa facilitou o soerguimento do mercado de capitais", disse. "A regulação prudencial foi positiva para elevação de crédito de 25% para 50% do PIB (Produto Interno Bruto)."
Especificamente sobre o crédito imobiliário, Vasconcelos afirmou que este mercado ainda é bastante pequeno no Brasil como proporção do PIB. Segundo ele, há "espaço para crescer nos próximos anos".


