PIB de R$ 61 bi dá 5º lugar ao Paraná no ranking do País
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2001
Vânia Casado<Br>De Curitiba 
O Paraná fechou o ano de 1999 com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 61 bilhões, que representa uma participação de 6,34% no total nacional. A participação dos estados no PIB nacional, divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que o Paraná apresenta praticamente o mesmo índice de 1990, de 6,35%. Em relação a 1985, período de comparação da pesquisa do IBGE, o PIB do Paraná era de 5,92%.
Apesar do crescimento no PIB, o Paraná continua em quinto lugar na participação nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Na geração de riquezas, o Paraná ocupa a 9 colocação na classificação do IBGE. O Estado conseguiu elevar sua riqueza na década de 90 em 37%, enquanto Santa Catarina elevou sua riqueza em 41%. O Rio Grande do Sul, por sua vez, está na 17 posição, com um crescimento de riqueza da ordem de 28%.
Conforme pesquisa do IBGE, o Paraná perdeu participação no PIB nacional nos anos de 91 e 92. Houve recuperação nos anos de 93 e 94 e teve nova queda em 95. De 1996 até 1999, voltou a recuperar sua participação. O coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, atribui a oscilação dos índices de participação do PIB paranaense à queda do desempenho da agricultura e também ao setor industrial, que sofreu os efeitos da instabilidade econômica do início da década.'' A partir da metade da década, a agropecuária volta a reagir e o Estado ganha participação, diferente do discurso oficial centrado na indústrialização'', avaliou.
Na análise, Cordeiro salienta que o setor industrial do Estado só voltou a apresentar índices de crescimento a partir de 1999, com as mudanças nas políticas cambial e monetária. ''Os fatores principais que levaram ao desenvolvimento da indústria devem ser atribuídos mais às políticas macroeconômicas do governo federal'', disse. Segundo o economista, as políticas regionais de desenvolvimento influenciaram muito pouco no resultado do PIB durante a década de 90. Ele acredita que os efeitos da industrialização do Estado só vão se refletir a partir de 2003.
O secretário estadual do Planejamento, Miguel Salomão, comemorou o avanço da participação do Paraná no PIB nacional. Ele lembra que em 1995, a participação do PIB do estado era 5,94%. Ele atribui a maior participação do PIB estadual ao período 95 a 99, quando a economia do Estado voltou a crescer. Para Salomão, o Paraná vem ''aumentando sua participação pelas beiradas''.
Salomão disse que o desempenho do Paraná poderia ter sido melhor, se não fossem os fatores de redução do PIB como a perda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica. ''O Rio Grande do Sul não tem essa perda'', compara. Ele lembra que nos próximos anos vão aparecer os esforços que o governo do Estado vêm fazendo na atração dos investimentos. Destaca que a dilação do prazo para recolhimento do ICMS das montadoras não significa despesa e sim de prorrogação da receita. ''Essa receita vai entrar no PIB futuro'', garante.


