PIB de 98 recuou 0,12%
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O Produto Interno Bruto (PIB) de 1998 foi de R$ 899,814 bilhões, resultado que, descontados os efeitos da inflação, foi negativo em relação a 97: -0,12%. Em quantidade física, ficamos praticamente no mesmo patamar de 1997, disse ontem Gélio Bazoni, gerente de Projetos do Departamento de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora pequena, esta foi a primeira queda do PIB desde antes da instituição do Plano Real, em 1994. O valor nominal foi até superior aos R$ 864,111 bilhões de 97, mas considerando a inflação de 4,26% de um ano para outro, o valor real de 98 é menor. Considerando a cotação média de R$ 1,16 para o dólar no ano passado, o PIB nacional, em moeda norte-americana, foi de US$ 775,701 bilhões.
A última taxa negativa na economia havia sido medida em 1992 (-0,54%), ano do impeachment de Collor. Os valores preliminares do PIB de 98 foram divulgados ontem. Na semana passada, o IBGE havia divulgado a estimativa de crescimento de 0,05%. Esta variação não levava em conta, porém, a arrecadação de impostos, que em valores reais foi menor no ano passado, a despeito do aumento da carga tributária determinada pelo governo em novembro de 1997.
O chamado Pacote 51, baixado para tentar atenuar os efeitos da crise asiática, elevou ligeiramente, de 28,87% para 28,9%, a carga tributária, resultado da maior participação dos impostos federais, que eram de 12,91% em 1997 e passaram para 13,11% em 98. Este efeito se amplia devido à base já alta de participação em 97. Desde o início da década, a carga tributária foi elevada em 18%. Segundo a gerente da área de Administração Pública do IBGE, Andréa Bastos, é possível que a participação da arrecadação de impostos no PIB suba um pouco mais este ano. Na década, a variação dos tributos chega a 18%.
Foi constatado um crescimento de 23,56% no PIB nacional desde 1991 e a renda per capita, 10%. A elevação, porém, ficou praticamente concentrada no período do real, em especial no PIB per capita que subiu 9,33% de 94 a 98. Todo o ganho individual se deve ao Real, diz Bazoni. A taxa total de crescimento neste período foi de 17,19% e o setor que mais cresceu foi o de Serviços, puxado basicamente por bons desempenhos no segmento de Comunicações.





