Brasília - O mercado financeiro segue com uma posição mais dura em relação ao crescimento do País. Para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central, a estimativa é de expansão de 0,38% ante taxa de 0,40% apontada no levantamento anterior - há quatro semanas, a aposta era de uma alta este ano de 0,55%.
Já para 2016, a expectativa é mais otimista, de crescimento de 1,80%, projeção que foi apresentada no mesmo documento na semana anterior e mantida agora. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem era de 1,90%.
A produção industrial segue como setor vital para a confecção das previsões para o PIB em 2015 e 2016. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de alta de 0,71% para este ano ante 1,02% prevista na semana passada e também quatro semanas atrás. Para 2016, as apostas de expansão para a indústria foi mantida em 2,65% como na semana passada - quatro semanas antes, estava em 2,50%.
Os economistas também ajustaram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Para 2015, a mediana das previsões saiu de 37,25% para 37,00%. Quatro semanas antes estava em 36,90%. No caso de 2016, as expectativas passaram de37,80% para 37,40% - no boletim divulgado há um mês a taxa era de 37,70%.

SELIC

Na semana em que o Banco Central definirá o rumo da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 11,75% ao ano, analistas do mercado financeiro que participam do Relatório Focus acreditam em uma alta de 0,50 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao longo de 2015, a expectativa de economistas que participam do pesquisa Focus não se alterou: a taxa registrará um aumento de 0,75 ponto porcentual este ano e vai cair um pouco até o fim do ano que vem.
De acordo com o boletim Focus, a mediana das previsões para a taxa básica de juros deste ano seguiu em 12,50% ao ano pela sexta semana consecutiva. Já a Selic média de 2015 permaneceu em 12,47% ao ano pela quinta vez seguida, valor bem próximo da taxa efetiva esperada para o fim deste ano. Para o encerramento de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% de uma semana para outra - quatro semanas atrás estava em 11,38% ao ano. A Selic média do ano que vem passou de 11,70% para 11,73% - um mês atrás estava em 11,69%.

Preços administrados


A mediana das previsões para os preços administrados de 2015 conseguiu subir ainda mais. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas subiu de 8,00% para 8,20%, mostrando-se cada vez mais como o vilão da inflação deste ano. Há um mês, a mediana das estimativas para esse indicador estava em 7,60%.
Já para 2016, a expectativa é a de que a pressão para a inflação desse conjunto de itens seja menor. A mediana das estimativas passou de 6,00% na semana passada, porcentual também visto quatro semanas atrás, para 5,90% agora. De qualquer forma, o impacto desse conjunto de preços segue importante para a construção da inflação do ano que vem, já que a estimativa está muito mais perto do teto (6,50%) do que do centro (4,50%) da meta para 2016.
No caso da inflação no atacado, as expectativas mostraram certo alívio na Focus. O IGP-DI deve encerrar 2015 em 5,60%. Na pesquisa anterior, a taxa apontada era de 5,66% e, quatro semanas atrás, de 5,67%. Para 2016, a perspectiva é de uma alta de 5,50% desse indicador apontada há 24 semanas. Já o ponto central da pesquisa para o IGP-M de 2015 passou de 5,67% para 5,62% de uma semana para outra - no mês passado estava em 5,72%.

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