O Produto Interno Bruto dos países latino-americanos crescerá este ano 3,5%, um sinal de recuperação ‘‘moderada’’ depois do estancamento de 1995, informou ontem em Santiago a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).
O balanço anual do organismo técnico das Nações Unidas só será divulgado quinta-feira, mas de acordo com um comunicado divulgado ontem, a região registrou uma queda na taxa de inflação e um retorno dos fluxos de capitais.
Durante o primeiro semestre de 1996, as nações latino-americanas voltaram ao ‘‘caminho da expansão moderada’’ registrado entre 1990 e 1994 e que se deteve no ano seguinte, quando o Produto cresceu apenas 0,4%, adiantou a CEPAL no informe preliminar.
Os sinais de recuperação no México e na Argentina, afetados por dificuldades internas desde o final de 1994, contrastaram com a desaceleração de Brasil, Colômbia, Costa Rica e Peru, devido a políticas de ajuste adotadas para reduzir a inflação e limitar os desequilíbrios de seu comércio externo, acrescentou o estudo.
O Chile, que em 1995 teve um aumento de 8,5% em seu Produto Interno Bruto, figura pelo segundo ano consecutivo entre os países de maior dinamismo dentro da economia regional, com um aumento que este ano chegará perto de 6,5%, segundo fontes oficiais do governo chileno.
O informe que a CEPAL entregará quinta-feira reafirmará o ‘‘notável incremento’’ dos fluxos de capital externo, que chegam a 50 bilhões de dólares e duplicam os investimentos do ano anterior, de acordo com os datos divulgados em setembro.
Esse informe preliminar antecipou que ‘‘os investimentos diretos provavelmente ascenderão a 25 bilhões de dólares ao longo de 1996’’; a mesma quantia chegou à região através de créditos bancários e da emissão de títulos de depósitos no mercado norte-americano (ADR).
Os investimentos diretos, que em 1995 somaram 22 bilhões de dólares, mantiveram um ritmo dinâmico durante o primeiro semestre deste ano na Argentina, Colômbia, no Brasil, Chile e Peru. Outro ‘‘elemento positivo’’, segundo os técnicos da CEPAL, é a queda da inflação que, a meados do ano alcançava média de 22% nos 12 meses precedentes.

mockup