O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, medida da soma das riquezas do País, atingiu nos três primeiros trimestres de 2000 um crescimento acumulado de 3,89% em comparação com o mesmo período do ano passado (quando havia queda acumulada de 0,07%).
Em valores acumulados dos três primeiros trimestres, é o maior crescimento desde 95 (quando a taxa chegou a 5,98%), segundo dados divulgados ontem pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados divulgados são preliminares. O valor definitivo, afirma o IBGE, deverá ser anunciado antes do Natal. ‘‘Sem apontar um número, posso dizer que a nossa expectativa é que essa tendência de crescimento econômico se mantenha e o ano feche positivamente, mais ou menos nesse patamar da variação trimestral’’, afirmou Roberto Olinto, gerente do PIB trimestral do IBGE.
Do segundo para o terceiro trimestre de 2000, o crescimento do PIB foi de 1,18%. Na série de comparação de um trimestre com o imediatamente anterior, é o sétimo valor positivo desde o início de 1999, quando o País começa a inverter o processo de recessão econômica.
Só nos últimos quatro trimestres, o crescimento acumulado foi de 3,77%. Na comparação isolada entre o terceiro trimestre de 2000 e o mesmo período de 1999, o crescimento foi maior ainda: 4,52%.
Segundo Olinto, o controle da taxa de inflação, a redução do desemprego e o saldo positivo na balança comercial também contribuíram para o crescimento do PIB. O que falta agora é uma melhora na renda ‘‘per capita’’ do brasileiro, que, no ano passado, recuou 0,54%.
O governo federal tem anunciado uma expectativa de 4% de crescimento do PIB até o final de 2000, mas os técnicos do IBGE se recusam a confirmar ou contrariar esse valor exato. Segundo Olinto, o crescimento do PIB vem sendo sustentado não apenas por um setor específico da economia – apesar do bom desempenho da indústria –, mas pelo crescimento conjunto de todos os subsetores.

mockup