PIB cresce 3,8% no 1º semestre e bate recorde da década
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quarta-feira, 09 de agosto de 2000
Agência Estado Do Rio 
A produção brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 3,84% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, chegou ao nível mais alto da década. O crescimento é consistente, disse o gerente da pesquisa de PIB trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Roberto Olinto, que divulgou as informações.
Olinto destacou a virada do desempenho da indústria. No segundo trimestre de 99, a atividade na indústria havia caído 3,56%, levando o PIB do trimestre a uma redução de 0,08%. Já no segundo trimestre deste ano a indústria cresceu 4,34% e contribuiu para que o PIB aumentasse 3,92%.
A agricultura e serviços já vinham com taxas positivas no segundo trimestre do ano passado. De abril a junho deste ano, aceleraram o crescimento. O PIB da agropecuária, que tinha aumentado 3,88% no segundo trimestre de 99, passou agora para 8,75%. O de serviços subiu de 1,04% para 3,12%. O aumento do PIB, assim, foi puxado pela agropecuária. O segundo trimestre deste ano foi o sexto consecutivo de crescimento.
Apesar disso, o ritmo desse crescimento se desacelerou no período de abril a junho. Nessa época, o PIB cresceu apenas 0,23% em relação ao trimestre anterior, considerando-se o ajuste para retirar picos de vendas que ocorrem sempre nos mesmos períodos do ano.
No entanto, Olinto disse que isso tem pouca importância e é mais relevante observar que em relação ao ano passado todos os setores e subsetores pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas positivas. O PIB da indústria de transformação caiu 3,76% no segundo trimestre do ano passado e neste cresceu 5,49%, disse. Outros subsetores que tinham diminuído no mesmo período do ano passado e passaram a crescer foram comércio, construção civil e extrativismo vegetal. As taxas mais altas de crescimento foram as de comunicações, 15,60%, e de lavouras, 10,40%.
Para Olinto, o crescimento do PIB é um reflexo do fato de todos os indicadores macroeconômicos terem melhorado este ano. Entre eles, Olinto citou inflação, contas públicas, juros e saldo comercial. Ele comentou também que não é possível identificar claramente se há um crescimento do consumo das famílias.


