PIB cresce 0,1% no terceiro trimestre e soma R$ 1,641 trilhão
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2017
Agência Estado 

Rio de Janeiro - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, informou na manhã desta sexta-feira (1º), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o PIB avançou 1,4% no terceiro trimestre deste ano. O resultado também ficou dentro do intervalo das estimavas dos analistas, que previam uma expansão de 0,70% a 1,85%, com mediana positiva de 1,25%.
Ainda segundo o IBGE, o PIB do terceiro trimestre do ano totalizou R$ 1,641 trilhão. O bom desempenho dos segmentos de comércio, atividades imobiliárias e transportes ajudaram no crescimento de 1,0% do PIB de Serviços no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais.
O comércio, incluindo atacadista e varejista, teve um avanço de 3,8% no terceiro trimestre, enquanto as atividades imobiliárias cresceram 2,1%. O segmento de transporte, armazenagem e correio teve uma alta de 1,9%. O setor de outras atividades de serviços teve elevação de 1,2% no período.
Por outro lado, a intermediação financeira e seguros registrou estabilidade, informação e comunicação encolheram 3,0%, e administração, saúde e educação públicas e seguridade social diminuíram 0,8%.
O consumo das famílias subiu 1,2% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, dia 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o consumo das famílias mostrou alta de 2,2%.
O consumo do governo, por sua vez, caiu 0,2% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o consumo do governo apresentou queda de 0,6%.
AGROPECUÁRIA
A perda de ritmo no crescimento PIB brasileiro na passagem do segundo para o terceiro trimestre é explicada por efeitos sazonais da agropecuária, ressaltou Rebeca Palis, coordenadora de Contas do IBGE
A perda de fôlego da agricultura brasileira no segundo semestre é normal e esperada, pois as principais safras nacionais, como soja e milho, são colhidas no início do ano. "O grande boom da agropecuária foi no primeiro semestre, mais até no primeiro trimestre", afirmou Palis.
Além disso, safras importantes do fim do ano, como a cana, não estão bem. "A gente não tem mais a safra da soja e entrou a safra da cana, que está com expectativa de queda na produção", afirmou Rebeca.
A pesquisadora ressaltou que, para 2017 como um todo, a agropecuária continua como o grande destaque da economia, na esteira de uma supersafra que se recupera da quebra verificada em 2016. "Claro que, no acumulado do ano, a agropecuária puxa a atividade", disse Rebeca.
Quando se olha para a alta de 0,6% do PIB no acumulado dos três primeiros trimestres do ano, ante igual período de 2016, "fica clara a contribuição da agropecuária para o ano", afirmou Rebeca.
Conforme os dados divulgados mais cedo pelo IBGE, pela ótica da oferta, a agropecuária foi o único componente com variação positiva, de 14,5%, puxando as demais atividades. Indústria encolheu 0,9% e os serviços, 0,2%, na comparação com os três primeiros trimestres de 2016. "No acumulado do ano, o PIB só está positivo por causa da agropecuária", disse.


