Rio A economia brasileira ficou estagnada no primeiro trimestre deste ano, período que o País começou a ser governado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma das riquezas do país - caiu 0,1% no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2002. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando a economia dava sinais de fraqueza, houve crescimento de 2%.
A agricultura evitou que o desempenho da economia no período fosse ainda pior. O setor foi o único que cresceu no primeiro trimestre - alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior.
A indústria ainda sofre com o desaquecimento econômico e apresentou um resultado negativo de 2,2%. O setor de serviços não apresentou variação. Nos últimos 12 meses, encerrados em março, o PIB teve crescimento de 2,2%.
Consumo - Pelo ponto de vista da demanda, houve um aumento de 4,5% das importações de bens e serviços, e de 0,5% com os gastos do governo.
O que puxou o PIB para baixo foi a redução de 0,6% no consumo das famílias do País, além de uma queda de 4,6% nos investimentos das empresas (formação bruta de capital fixo). Até as exportações, que no ano passado haviam sustentado o resultado positivo da balança, apresentaram um resultado negativo, caindo 1,3% na comparação do primeiro trimestre com os três meses anteriores.
Em comparação com o primeiro trimestre de 2002, as exportações mostram crescimento significativo de 20,2%, enquanto que as importações tiveram uma queda de 4,6%.
A demanda interna, na comparação com o mesmo período do ano passado, continua com resultado negativo. O consumo das famílias diminuiu 2,3%, o consumo do governo apresentou queda de 0,2% e os investimentos sofreram redução de 1,5%.

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