Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,9% no primeiro trimestre de 2013, o do Paraná avançou 2,8%. A comparação é com o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), respectivamente. Mas o que surpreendeu negativamente o mercado foi o desempenho da economia brasileira na comparação com o último trimestre do ano passado. O crescimento foi de apenas 0,6%, menor até do que o governo esperava.
O PIB nacional nos primeiros três meses de 2013 totalizou R$ 1,11 trilhão e foi sustentado pelo setor de agropecuária, que registrou expansão de 9,7% no trimestre em relação ao período anterior. Os serviços tiveram aumento de 0,5%. Já a indústria teve queda de 0,3%. Pelo lado da demanda, houve crescimento dos investimentos, de 4,6%. O consumo das famílias cresceu apenas 0,1%, enquanto o consumo do governo manteve-se estável. As exportações tiveram queda de 6,4%, enquanto que as importações subiram 6,3% no período.
Apesar do resultado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou a aprovação de novas medidas de estímulo à economia. "Os estímulos que foram tomados continuarão fazendo efeito. Temos um programa de desonerações e isso continuará dando estímulos e aumentando a competitividade da economia brasileira", disse.
O ministro admitiu que o governo terá de rever para baixo a previsão do PIB de 2013, que hoje é de 3,5%. "Certamente, nós vamos rever quando fizermos o próximo relatório bimestral e certamente será para baixo", afirmou. Mesmo assim, tentou manter o otimismo. "Os dados do segundo trimestre são muito bons", ressaltou. Mantega disse que tem informações sobre o crescimento do transporte de carga e da produção de papelão ondulado, que segundo ele são bons indicadores.
Para o economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Curado, o PIB de 0,6% é "decepcionante". "A gente esperava mais até porque o ano passado foi muito ruim. Com esse resultado fica difícil manter a expectativa de um PIB de 3% neste ano", declara. Para ele, a economia brasileira "não encontrou o caminho do crescimento". Curado diz que, se não houver uma forte recuperação no segundo trimestre, o País caminha para um novo "crescimento medíocre". O PIB do ano passado foi de 0,9%.
O economista fez coro com a maioria dos colegas procurados ontem pela imprensa para repercutir os números. "O modelo de incentivo à economia baseado no consumo chegou à exaustão. Precismos recuperar os investimentos", declarou. No entanto, segundo ele, o setor privado não dá mostra de que pretende investir. "Os investidores não estão percebendo um ambiente de negócios favorável no País", ressaltou.
Para o professor, falta ao governo federal um plano de desenvolvimento. "O governo vem fazendo política de curto prazo. Precisa de um projeto para o País", disse. (Com Agência Brasil)

Imagem ilustrativa da imagem PIB brasileiro cresce 1,9% e do Paraná 2,8%



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