PIB agrícola sobe 8,8% no semestre
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terça-feira, 10 de setembro de 2002
Agência Folha 
Brasília - O Produto Interno Bruto (PIB) da agricultura cresceu 8,18% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2001. A informação foi divulgada ontem pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
Segundo a CNA, o setor primário foi o grande responsável pelo desempenho positivo do agronegócio na agropecuária, que cresceu 2,73% no período.
O resultado alcançado até junho permite uma projeção do PIB do agronegócio para o ano de US$ 354,36 bilhões, contra R$ 344,96 bilhões no ano passado.
Somente para a agricultura, a projeção de PIB é de R$ 59,01 bilhões, contra R$ 54,54 bilhões em 2001.
Já a estimativa para a pecuária é de estabilidade com relação ao ano passado. O PIB deste ano deve atingir R$ 44,95 bilhões, contra R$ 44,86 registrados em 2001.
Segundo o chefe do Departamento Econômico da CNA, Getúlio Pernambuco, a desvalorização cambial e a recuperação dos preços internacionais de algumas commodities têm contribuído para o bom desempenho do PIB agrícola.
Ao divulgar os resultados do primeiro semestre, Pernambuco destacou também que o aumento da aquisição de insumos (fertilizantes e calcário), em 6,42% no acumulado do ano, projetam uma expectativa de safra recorde para o próximo ano, ''uma vez que estão sendo feitos investimentos para melhorar plantio''.
Balança - O saldo da balança comercial do agronegócio registrou, entre janeiro e julho deste ano, queda de 9,85% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento realizado pela CNA.
As exportações no período caíram 7,73% em valor e 6,48% em volume, registrando nos sete meses US$ 9,46 bilhões com a venda de 25 milhões de toneladas.
De acordo com a CNA, as importações também ficaram abaixo do registrado no ano passado: US$ 2,38 bilhões, o que representou uma queda de 0,76%. Já o volume importado no período subiu de 10,3 milhões de toneladas até julho de 2001 contra de 10,9 milhões de toneladas este ano.
Segundo Pernambuco, a redução nas exportações é temporária. Ele explicou que a queda nas exportações, principalmente, da soja é justificada pela estratégia dos produtores de reter os embarques do complexo (grão, farelo e óleo) à espera de preços melhores no mercado internacional.
As exportações do complexo no período de janeiro a julho atingiram US$ 2,51 bilhões contra US$ 3,11 bilhões no ano passado.
Com base no aumento do excedente exportável, resultado de uma safra recorde de 42 milhões de toneladas, associado à crescente demanda internacional e ao câmbio favorável, a CNA estima que as exportações do complexo de soja se recuperem no segundo semestre, atingindo US$ 5,7 bilhões e superando o resultado de 2001 em cerca de US$ 500 milhões.


