Uma semana após ter convocado às pressas os funcionários para trabalhar, a fábrica de cigarros Philip Morris, instalada na Cidade Industrial de Curitiba, interrompeu ontem a produção e concedeu novas férias remuneradas aos cerca de mil trabalhadores. A dispensa surpreendeu os próprios operários, que estavam em plena fabricação de uma encomenda de 700 milhões de unidades de cigarros, que seriam exportados. A empresa não informou o motivo do cancelamento da produção.
A Philip Morris havia fechado um contrato para exportar os cigarros para a Rússia, conforme informou a diretoria da empresa, na semana passada. Mas segundo alguns funcionários e o próprio Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Fumo (Sindifumo), os cigarros seriam vendidos para o Paraguai.
Com o fim da produção, os trabalhadores vão ficar em casa até o próximo dia 9 de fevereiro. A presidência da empresa garantiu ao sindicato que vai continuar com as atividades em Curitiba e que não há qualquer proposta de demissão. Em outubro, a Philip Morris demitiu 40% dos trabalhadores, após uma redução drástica dos pedidos de exportação. A empresa exportava 90% da produção para a Rússia, que deixou de comprar os cigarros após a queda na Bolsa de Valores.
A Philip Morris foi fundada em Curitiba, há 25 anos. A empresa tem ainda uma unidade industrial na cidade gaúcha de Santa Cruz, onde trabalham 2,2 mil funcionários e a capacidade de produção é de 30 bilhões de cigarros por ano.

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