P&G aposta na migração do sabão em pó para o líquido
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Louveira - A P&G está apostando na mudança de comportamento dos usuários na hora de lavar a roupa e na migração do uso do sabão em pó para o sabão líquido para investir em um novo produto para o público brasileiro. Em 23 de julho, foi inaugurada a ampliação da fábrica localizada em Louveira (SP) e a partir deste mês a empresa disponibilizará o Ariel Power Liquid, com o propósito de participar deste mercado.
Em 2006, o índice de penetração do detergente em pó nos lares brasileiros era de 98%, mas a empresa vem notando um aumento no consumo do detergente líquido para lavar as roupas, principalmente em São Paulo, onde constataram que 34% das pessoas já adotam o produto. Nos Estados Unidos, a adoção de detergentes líquidos é de 90% e na Espanha, onde esse mercado atingia 20% dos consumidores quando o produto foi lançado, hoje aumentou para 70%.
A primeira experiência brasileira com este tipo de detergente foi o Omo Líquido, que a Unilever lançou em 1999. Em 2008, a Bombril lançou o Tanto Líquido e na sequência, no mesmo ano, a P&G lançou o Ariel Líquido. Ao observar a curva de crescimento do consumo de detergentes líquidos, há três anos a P&G iniciou o planejamento para o lançamento do Ariel Power Liquid, detergente líquido que, segundo a empresa, teria uma capacidade de limpeza duas vezes superior em relação aos sabões em pó.
Segundo o presidente da P&G no Brasil, Alberto Carvalho, a empresa está presente em 90 países e fabrica detergentes sintéticos desde 1933. "Nossa missão é inovar e trazer produtos de qualidade. A boa notícia é que o produto é fabricado no Brasil, em Louveira, e são 70 postos de trabalho adicionais só na linha de produção da Ariel Power Liquid", afirmou.
Para ajudar na divulgação do novo produto, a empresa será a patrocinadora da promoção Avião do Faustão, que sorteará prêmios que somam mais de R$ 900 mil, incluindo casa, carro, cozinha e o equivalente a um ano de produtos Ariel. Para participar é preciso visitar o site www.aviaodofaustao.com.br.
Carvalho garantiu que a P&G não pensou apenas na interação com os consumidores, e se preocupou com práticas ambientais adequadas. "Conseguimos o certificado de melhores práticas ambientais e essa fábrica vai gerar zero de resíduo", contou. As obras de ampliação da planta atendeu requisitos do conceito Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) - Liderança em Energia e Design Ambiental, em tradução livre -, uma certificação para construções sustentáveis com critérios de racionalização. A empresa manteve 115 mil metros quadrados de área verde e realizou o replantio de 10 mil mudas de árvores e preservação de cinco nascentes de rios.
Rony Sotto, gerente de Desenvolvimento de Produto da P&G, destacou que o Ariel Power Liquid funciona com diferentes tipos de solos. "Fizemos testes com terra preta, terra vermelha, terra amarela e de diferentes regiões do Brasil. Temos polímeros que ajudam a manter essa terra suspensa na hora da lavagem e uma tecnologia para que essa terra não volte ao tecido", disse.
Ele não revelou qual o princípio ativo do produto, mas apontou que é resultado da combinação de ingredientes que atuam na limpeza e no perfume. "O consumidor não quer só tirar a mancha, ele quer que a roupa cheire bem e mantenha as cores. Desenvolvemos o produto para tirar a mancha e cuidar das cores do tecido e o pH foi pensado de uma maneira que preserve mais a roupa", afirmou.
A fábrica de Louveira foi construída há 20 anos e com a expansão soma 140 mil metros quadrados. Ao todo foram investidos R$ 360 milhões na unidade que, dependendo da demanda, possui capacidade para gerar 200 empregos diretos. A P&G é a maior empresa de bens de consumo do mundo, com seis fábricas no Brasil.


