France Presse
De Nova York
A fusão dos grupos norte-americanos Pfizer e Warner-Lambert, que terão receita anual de 28 bilhões de dólares, dará nascimento ao número dois da indústria farmacêutica mundial. Depois de quatro meses de negociações tumultuadas, Pfizer e Warner-Lambert anunciaram ontem a fusão através do intercâmbio de ações, uma transação estimada em 90 bilhões de dólares.
O novo grupo, que se chamará Pfizer, terá faturamento de 28 bilhões de dólares e capitalização em Bolsa de 230 bilhões de dólares, vindo atrás dos britânicos Glaxo Wellcome e Smithkline Beecham, que se uniram recentemente. Em termos de pesquisa e desenvolvimento, os fabricantes da famosa pílula contra a impotência sexual Viagra e do remédio contra o colesterol Lipitor reafirmam a liderança mundial, com orçamento de 4 bilhões e 700 milhões de dólares este ano.
Pela transação, a Pfizer ofereceu 2,75 ações para cada título da Warner-Lambert, com valorização de 34% acima da cotação média de outubro. O novo grupo, que será presidido pelo atual presidente da Pfizer, William Steere, prevê um crescimento de 25% dos lucros em três anos, principalmente com uma redução dos custos calculada em 1 bilhão e 600 milhões de dólares até o ano 2002.
Pfizer e Warner-Lambert obtêm três quartos de seu faturamento nos remédios vendidos com receita médica. Além do Viagra, que significa 1 bilhão de dólares em vendas, a Pfizer também conta com um ‘‘best seller’’ contra a hipertensão, o Norvasc, com 3 bilhões de dólares em vendas, e o Zoloft, segundo antidepressivo mais vendido, atrás do Prozac dos laboratórios Eli-Lilly, com 2 bilhões de dólares em vendas.
Warner-Lambert conta por sua vez com o Lipitor, um medicamento contra o colesterol que poderá representar as maiores vendas de um produto farmacêutico nos Estados Unidos nos próximos anos (3 blhões e 700 milhões de dólares em vendas este ano). Também está bem posicionado com o medicamento para o tratamento da diabetes, o Rezulin.

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