Itamar Miranda/AE

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DesocupaçãoEstivadores com bandeiras tentam entrar na Cosipa; ao fundo, policiais da tropa de choque guardam portõesCUBATÃO - Depois de 13 dias de ocupação dos navios Marcos Dias e Vancouver, que paralisou as operações do Terminal Marítimo da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) em Cubatão, a Polícia Federal realizou hoje a operação de retirada dos 22 estivadores que permaneciam a bordo. Não houve violência, mas os trabalhadores avulsos reagiram imediatamente, em protesto, parando o Porto de Santos, o maior da América Latina. Ao longo do dia, cerca de 2 mil portuários participaram de protestos nas imediações do terminal.
A operação da PF foi iniciada na madrugada, às 4 horas, e encerrada por volta das 7 horas, no mesmo momento em que o porto santista parava e os trabalhadores começavam a se concentrar em frente ao portão principal da siderúrgica. Por volta das 8 horas já eram 500 os trabalhadores avulsos reunidos, e o clima foi ficando cada vez mais tenso, com várias tentativas de invasão da sede da empresa.
A tensão levou o comandante da operação da PM, Carlos Alberto de Carvalho, a chamar os líderes sindicais e políticos para uma reunião, na tentativa de evitar incidentes. A chegada de mais trabalhadores à porta da Cosipa aumentava a possibilidade de distúrbios.
Além disso, as notícias de que a Cosipa havia iniciado operação com os dois navios com mão de obra própria, às 9 horas, foram consideradas uma provocação aos trabalhadores. As notícias chegaram a ser confirmadas pela empresa, que mais tarde negou as informações.
Com a tensão crescente, o portão principal já havia sido forçado três vezes e as lideranças sindicais resolveram iniciar uma assembléia com a participação do presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva. O objetivo de aliviar um pouco a tensão foi conseguido quando Vicentinho informou que o secretário Estadual do Trabalho, Walter Barelli, estava intermediando uma reunião dos trabalhadores com o presidente do Conselho Administrativo da empresa, Aldo Narcisi, à tarde, em São Paulo.
A situação ficou tranquila e os dirigentes dos sindicatos de trabalhadores avulsos seguiram para a capital para a reunião com o dirigente da empresa.

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