PF prende 42 suspeitos de integrar quadrilha
Rio de Janeiro - Após quase dois anos de investigação sobre a ''máfia dos combustíveis'', a Polícia Federal (PF) prendeu ontem 42 pessoas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Há mais 14 mandados de prisão a serem cumpridos.
Segundo a PF, foram presos 21 policiais rodoviários federais e dez servidores públicos do Estado do Rio: quatro fiscais de renda, três fiscais do meio ambiente, dois policiais civis e um bombeiro. Os demais presos na operação ''Poeira no Asfalto'' são corretores, donos de postos de combustível e funcionários de empresas envolvidas.
O ex-superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal no Estado do Rio, Francisco Carlos da Silva, também foi preso. Segundo o delegado da Polícia Federal Cláudio Nogueira, que coordenou a operação , ele foi ''o fio da meada'' que levou às demais prisões.
De acordo com Nogueira, as prisões efetuadas desmontam uma das principais quadrilhas especializadas na sonegação de impostos sobre o álcool combustível que atuavam no eixo Rio-São Paulo. A sonegação e fraudes, nesse setor, segundo ele, causam prejuízo de R$ 5 bilhões aos cofres públicos.
Os caminhões eram carregados com álcool em Campos dos Goytacazes (RJ) e em Paulínia (SP) e abasteciam 110 postos no Estado do Rio.
Para não recolher o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), a suposta quadrilha lançava mão de notas fiscais frias. As notas frias eram impressas em Londrina (PR) e em Presidente Prudente (SP).(Folhapress)





