PF investigou relação da empresa com esquema PC
Arquivo FolhaSocorro negadoCutolo diz que governo não é hospital de empresas falidasAlém de cinco inquéritos abertos contra a construtora Encol por sonegação fiscal, a Polícia Federal investigou o envolvimento da construtora no Esquema PC, chefiado por Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernado Collor.
O último inquérito foi concluído este ano e se refere a pagamentos de propinas pela empresa a Paulo César Farias. Todas as investigações haviam sido solicitadas pela Procuradoria Geral da República.
O primeiro inquérito contra a Encol foi aberto em agosto de 1994, quando o Ministério Público apurou que a construtora estava sonegando impostos e utilizando notas fiscais frias. O segundo inquérito foi instaurado três meses depois, pelo mesmo motivo, mas com mecanismos diferentes.
A construtora Encol, segundo apurou a Polícia Federal, registrava como despesas operacionais alguns lançamentos que, na verdade, eram depositadas em benefício próprio. Outra irregularidade.
Dois anos depois, a Polícia Federal voltou a abrir novo inquérito contra a Encol, por aquisição fraudulenta de um programa de computador, com a finalidade de fraudar o fisco e se beneficiar de incentivos fiscais. Este inquérito ainda está em andamento.
Além disso, a Polícia Federal investigou as denúncias contra a construtora por sonegação fiscal. A construtora estava sob suspeita de estar utilizando certidões falsas.
O envolvimento da Encol com
o Esquema PC foi apurado em dois inquéritos. Um deles, o de número 211, foi aberto este ano. O primeiro, ainda de 1993, já está na 10ª Vara Federal, onde será analisado pelo juiz Pedro Paulo Castelo Branco, o mesmo que condenou e prendeu Paulo César Farias.





