PF investigará usuários de telefônicas
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
Depois do lacramento, na semana passada, de vários escritórios das empresas Telbadata e Telegroup que atuavam ilegalmente na venda de serviços telefônicos internacionais no Brasil, a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro informou ontem que irá investigar também os mais de 500 usuários desses serviços, sobretudo as grandes empresas. A Polícia quer apurar se esses usuários foram vítimas ou se aproveitaram da situação, uma vez que as empresas negociavam as ligações a um custo menor do que os praticados pela Embratel e a Intelig, que estão autorizadas a oferecer o serviço. Ninguém foi preso.
A Telbata, que já havia desativado os seus escritórios quando a polícia realizou as diligências, possuía representações em Londrina e Curitiba, no Paraná, além de Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto. Já a Telegroup atuava exclusivamente na capital capixaba.
Segundo o titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Marcos Uruguai Bentes Lobato, que comandou a operação, apesar de serem independentes uma da outra, ambas as empresas atuavam de modo semelhante e faziam a divulgação dos serviços pela Internet. Na operação, a PF apreendeu computadores, material publicitário e papéis. Todo o material está sendo periciado em São Paulo.
De acordo com Lobato, que não soube precisar quando a Telbadata encerrou suas atividades, os proprietários das empresas serão indiciados por formação de quadrilha, desrespeito à Lei das Telecomunicações, sonegação fiscal e crimes tributário e financeiro. Eles ultrapassaram, e muito, o que lhes era permitido, e sem autorização, afirmou Lobato.
Segundo o delegado, a norte-americana Telegroup operava no Brasil através de seu braço, a Erege Empreendimentos e Participações, e chegou a vender até cartões telefônicos para ligações internacionais que eram usados em telefones públicos.


