A operação de combate às supostas irregularidades, que culminou nas prisões da proprietária da Daslu, Eliana Tranchesi, seu irmão e o contador da empresa, começou de manhã, antes da loja localizada na Marginal de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) abrir. Policiais federais, fiscais da Receita Federal e membros do Ministério Público que revistaram a empresa. As buscas incluíram a revista de todos os veículos que chegavam ao setor de carga e descarga do estabelecimento.
A megaloja foi inaugurada há cerca de um mês, com um investimento estimado em R$ 200 milhões. Em seus quatro andares e com 17 mil metros quadrados, loja vende roupas de grifes, carros, charutos e vestidos de noiva, entre outros artigos de luxo. Além disso, a loja também oferece serviços, como cabeleireiros, restaurantes, lounges com DJs, bar, clube do uísque, modelista de sapatos, imobiliária, banco, heliponto com sala de espera VIP e um spa. No prédio, não há acesso para pedestres e só se pode entrar de carro. Quem não possui cadastro, deve pagar estacionamento ao preço de R$ 30 a primeira hora.
A Daslu iniciou suas atividades em 1958 com uma loja simples que funcionava na própria casa de uma de suas fundadoras, Lucia Piva Albuquerque. A butique, no entanto, só se transformou em referência de moda no Brasil nos anos 80. Em 1984, com a morte de Lucia, sua filha, Eliana Tranchesi, assumiu os negócios ao lado de Lourdes Aranha, a outro fundadora. (Das Agências)

mockup