PF começa intimar vítimas de golpe financeiro
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal (PF) começou a intimar as pessoas que tinham aplicações em uma instituição financeira paralela que usava o nome do banco HSBC. Estas pessoas vão participar como testemunhas da operação ''Loki'', realizada pelo Grupo de Repressão a Crimes Financeiros da PF. Na semana passada, a operação resultou na prisão de cincos pessoas, acusadas de montar essa instituição paralela e aplicar golpes financeiros.
A polícia informou que estes investidores deverão apresentar comprovantes de que tinham as aplicações para mostrar que foram vítimas. A PF ainda não tem uma estimativa de quantas pessoas serão chamadas. No entanto, para receber o dinheiro de volta, será necessário procurar a Justiça. Também não há uma previsão de quantas pessoas foram prejudicadas. A PF informou que agora está em fase de perícia, análise de documentos e depoimentos. Ainda não há uma data para terminar as investigações.
O HSBC esclareceu que foi o banco que descobriu o esquema e encaminhou para a polícia. O banco informou que tem sistemas de monitoramento e um departamento de fraudes e de combate a lavagem de dinheiro. Segundo a instituição todas as operações são monitoradas por processos e sistemas eletrônicos. Quando as movimentações de um cliente ficam muito fora do padrão, o banco inicia um processo de checagem.
Na semana passada, dois funcionários do HSBC, em Curitiba, foram presos acusados de montar uma instituição financeira paralela, usando o nome do banco para atrair investidores. Um dos envolvidos era o gerente de crédito imobiliário da agência localizada no Palácio Avenida, no centro da Capital. O grupo, que contava com mais três pessoas, também presas, prometia rendimentos de 7%, ao mês, do valor investido, juro atualmente maior do que o praticado no mercado.
As investigações começaram em 30 de abril, após solicitação do Ministério Público Federal (MPF), acionado pelo setor de inteligência do HSBC. As suspeitas começaram, quando o banco verificou que a conta dos dois funcionários apresentava movimentação de valores além das possibilidades financeiras de cada um. Os acusados usavam a logomarca do HSBC em material impresso e em e-mails para convencer as vítimas a participarem do esquema. Calcula-se que o valor movimentado pelo grupo, nos últimos 12 meses, pode chegar a até R$ 18 milhões.


