Curitiba – A Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam em um depósito próximo ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, 3,4 mil metros cúbicos de mogno que seriam exportados clandestinamente para outros países. A carga, equivalente ao volume de 100 contêineres, está avaliada em R$ 3 milhões e será leiloada.
O mogno pertence a três madeireiras da Região Metropolitana de Curitiba, cujos nomes não foram divulgados pela PF. As empresas não apresentaram documentação que autoriza a extração e transporte do mogno. A apreensão, realizada na terça-feira, foi consequência de uma operação de fiscalização da qual participam agentes do Ibama de Brasília e do Pará, de onde o mogno é proveniente. Os trabalhos terminam amanhã, quando serão vistoriados outros dez depósitos.
Ontem, nove armazéns foram visitados, mas nenhuma irregularidade foi detectada. Uma portaria do Ibama proíbe desde outubro de 2001 o transporte e comercialização do mogno em todo o País porque a madeira está em processo de extinção e tem alto valor de mercado.
Os proprietários das madeireiras responderão processo por contrabando e violação das leis ambientais e podem pegar de um a quatro anos de reclusão, além de pagar multa de até R$ 5 milhões.
Em dezembro do ano passado, o Ibama apreendeu 1,2 milhão de metros cúbicos de mogno em Paranaguá. Naquele mês a PF iniciou investigações por conta de denúncia anônima contra os funcionários do posto do Ibama no porto Otto Kesseli Junior e Diney Carvalho que estariam recebendo proprina em troca do embarque do mogno. A confirmação do fato só será possível quando estiver concluído exame grafotécnico em bilhete que teria sido escrito por Carvalho em que ‘‘Otto cobraria R$ 1,00 por metro cúbico de mogno embarcado’’.
‘‘A Sessão de Criminalística da PF ainda não concluiu o exame. Não existe um prazo para o término do mesmo’’, disse o delegado Antônio Hadano da PF, responsável pelas investigações.

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