Peugeot disputa mercado de carros populares
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segunda-feira, 18 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A disputa pelo segmento que mais vende carros no País, o de modelos 1.0, chamados de populares, fica mais intensa na próxima semana com a chegada do Peugeot 206. O modelo, desenvolvido com esse motor exclusivamente para o mercado brasileiro, é a grande esperança da montadora francesa de, em seis a sete anos, estar entre as cinco maiores fabricantes de veículos do Brasil. Para isso, terá de derrotar a também francesa Renault - hoje a quinta colocada no mercado - ou mesmo a Ford, que patina na quarta posição.
Apesar do motor 1.0, o preço do 206 não será tão popular e vai acompanhar os concorrentes que têm 16 válvulas de potência, na faixa de R$ 18,5 mil a R$ 19,7 mil. A disparada do dólar levou a montadora a rever sua estratégia, que previa no início do ano um preço público próximo a R$ 17 mil.
O presidente da Peugeot do Brasil, Cees Hermanns, afirmou ontem que o preço oficial será divulgado no sábado. Até lá, a montadora francesa vai aguardar a movimentação da concorrência, que pode anunciar reajustes nos próximos dias. Por enquanto, só posso garantir que será agressivo e competitivo, disse ele, reconhecendo que o modelo não pode ser considerado popular, pois dispõe de alguns diferenciais, como padrão de equipamento e maior economia de combustível na estrada.
O 206 terá duas versões, uma básica e outra com vários opcionais, como ar-condicionado e direção hidráulica. O design é igual ao modelo atualmente importado da Argentina, com motor 1.6 e que custa na faixa de R$ 23 mil.
Hermanns informou que, no próximo ano, a fábrica conjunta com a Citroen, inaugurada em janeiro em Porto Real (RJ), vai dividir com a Argentina a produção do 206 com motor 1.6. Esse motor também será produzido na fábrica brasileira e exportado para países do Mercosul. Hoje o motor 1.0 é fornecido pela Renault.
A previsão da Peugeot é de vender neste ano 38 mil veículos, dos quais 17 mil do novo 206, 11 mil da versão 1.6 e 10 mil de carros importados. O número deve subir para 65 mil no próximo ano (dos quais 41 mil do 206) até chegar a 100 mil em 2004.


