São Paulo - O presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou, nos primeiros minutos deste domingo, novos contratos com oito petrolíferas que atuam no país, que se somam aos dois firmados na sexta-feira. A medida, de acordo com a Agência Boliviana de Notícias, ''consolida a nacionalização dos hidrocarbonetos'', ao transformar em prestadoras de serviços a Petrobras Bolivia, Repsol YPF, Chaco, Andina, British Gas, Petrobras Energía, Pluspetrol e Matpetrol. Vintage e Total já haviam assinado na sexta.
As companhias vão operar no país entre 23 e 30 anos e o pacto abrange o trabalho em 69 campos, para os quais há compromisso de exploração. Os contratos, segundo o ''La Prensa'', fixam um imposto de 82% para as grandes reservas e porcentuais menores para os campos pequenos. O ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, presente na cerimônia, assegurou que os reservatórios menores receberão um incentivo para suas operações.
''A nacionalização também ocorre sem indenização'', destacou Morales.
A agência de notícias oficial acrescenta que Morales pediu às companhias que participem desse novo aspecto da política de hidrocarbonetos de seu governo. ''Este pedido foi dirigido principalmente à Petrobras, uma empresa que, sustentou ele, é a expressão da liderança do Brasil na região'', diz a reportagem.
De acordo o jornal ''La Prensa'', foi assinado ''contrato de longo prazo'' com a estatal brasileira, por meio do qual a Petrobras ''assegurou o abastecimento permanente a seu mercado, que recebe da Bolívia 50% do gás natural que consome, segundo os meios de imprensa do país vizinho''.

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