Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta ontem na New York Mercantile Exchange (Nymex). Segundo analistas, essa alta foi resultado da percepção cada vez maior de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não elevará a produção no curto prazo.
Os futuros de petróleo começaram a subir forte ainda pela manhã, impulsionados pelas declarações do presidente da Opep, Ali Rodriguez – que também é ministro de petróleo da Venezuela. Rodriguez disse que o grupo iria estudar a situação do mercado antes de tomar uma decisão no encontro do próximo dia 21.
O presidente da Opep afirmou que a alta do petróleo era resultado de ‘‘fatores sazonais’’, entre eles a forte demanda por gasolina nos EUA, e não por escassez de oferta da commodity. Os argumentos de Rodriguez são respaldados pelo último relatório da Agência Internacional de Energia, que prevê o crescimento dos estoques de petróleo cru no segundo trimestre e a desaceleração da demanda ao longo do ano.
Na avaliação do analista da A.G. Edwards de Atlanta, Bill O’Grady, Rodriguez pode estar sinalizando que ‘‘talvez não seja necessário aumentar a produção neste momento’’. O’Grady concorda que os estoques mundiais não estão tão apertados.
Os futuros de petróleo cederam à realização de lucros diante da divulgação do relatório semanal do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques norte-americanos. No final da tarde, os contratos de petróleo para julho fecharam em US$ 32,56 o barril, com alta de US$ 0,82. A mínima foi de US$ 31,64 e a máxima, de US$ 32,85.

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