France Presse
De Nova York
O preço do barril de referência (light sweet crude), para entrega em outubro, ganhou US$ 0,38 ontem e chegou a US$ 24,51 dólares no mercado de futuros de Nova Iorque. É a cotação mais alta desde o começo de 97. O preço chegou a US$ 24,80 durante a sessão, mantido pelas compras de cobertura encorajadas pela certeza de que os países da OPEP manterão o sistema de cotas inalterado na reuniao de Viena em 22 de setembro, disseram os analistas. O preço tinha ganhado US$ 27 centavos e fechado a US$ 24,13 na quarta-feira.
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, não descarta a possibilidade de novos aumentos nos derivados do petróleo, embora garanta que a possibilidade não está em discussão no momento. ‘‘Eventualmente isso (o aumento) pode acontecer, mas nada está previsto’’, afirmou.
Considera disse que entre janeiro e agosto deste ano o custo da gasolina para o Brasil subiu 190%, levando em conta os aumentos dos preços internacionais e a variação cambial. No mesmo período, o governo autorizou reajustes de 60%. ‘‘Para implementarmos a parametrização (fazer com que os preços de combustíveis no Brasil acompanhem o mercado internacional, tanto na alta como na baixa) agora, teríamos que aumentar a gasolina em mais 130%. Por isso deixamos o sistema de lado, por enquanto. A parametrização deve ser implementada até agosto de 2000’’, disse o secretário no Rio.

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