Petróleo em alta segura queda do juro
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quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 16,5% ao ano, com viés neutro, ou seja, a taxa só poderá ser alterada novamente na próxima reunião do Copom, dias 17 e 18 de outubro. O principal motivo para a decisão, de acordo com os analistas, é a instabilidade em relação ao preço do petróleo. O grande temor é que a alta do produto possa obrigar o governo a elevar o preço dos combustíveis e isso influenciaria a inflação.
A meta de inflação do governo é de 6% para esse ano, com possibilidade de alta de dois pontos porcentuais. Até agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está em 4,63%. De acordo com Marcelo Carvalho, economista-chefe do JP Morgan, para cada elevação de 10% no preço das refinarias, o consumidor paga 7% a mais pelo litro da gasolina e o Índice é elevado em 0,26 ponto porcentual. Para se ter uma idéia, em maio, o governo promoveu um aumento de 15% nos combustíveis. O impacto na inflação foi percebido nos meses seguintes, principalmente em julho e agosto, quando o IPCA chegou a 1,61% e 1,31%.
O preço do barril de petróleo fechou ontem com o maior preço em dez anos no mercado de futuros de Nova York. O barril de referência (light sweet crude), para entrega mais próxima em outubro fechou em alta de 69 centavos a 37,20 dólares. A cotação está em seu maior nível desde a crise do Golfo de 90, depois da invasão do Kuwait pelo Iraque.


