Petróleo e gás abrem oportunidades para empresas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás do Paraná pode apresentar diversas oportunidades para os micro e pequenos empresários que oferecem produtos e serviços. O Sebrae e a Petrobras têm uma parceria para transformar os empresários de pequenos negócios em fornecedores de segunda geração. Ambas subsidiam em 80% o projeto, oferecenco consultorias, treinamento e diagnóstico empresarial. As micro e pequenas empresas entram com a contrapartida dos outros 20%.
O gestor do projeto pelo Sebrae-PR, Pedro César Rychuv, disse que em outros Estados que têm este programa como Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, os pequenos empresários conseguiram melhorar em até 30% a lucratividade das empresas. Junto, tiveram evolução na gestão empresarial, redução de custos e conseguiram atuar em novos mercados.
A Petrobras tem programados entre 2007 e 2011 US$ 2,5 bilhões em obras em suas unidades de produção e refino no Paraná o que deve gerar 18 mil empregos diretos e 50 mil indiretos.
O Programa da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás do Paraná avalia oportunidades de negócios de obras em estudo e de outras já autorizadas pela Petrobras, na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul e nas filiais da Transpetro em Paranaguá e São Francisco do Sul (SC).
Na unidade do Xisto, a estatal vai investir R$ 250 milhões e pretende gerar 6.845 postos de trabalho. A Repar hoje produz 9,5% dos derivados de petróleo do País e distribui os produtos para o Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Sul de São Paulo. Hoje, a Repar utiliza muito o sistema de dutos para transportar os produtos, o que pode trazer oportunidades para as pequenas empresas apresentarem soluções de preservação ambiental das áreas nas quais passam os dutos.
Até agora, há 52 empresas paranaenses participando do projeto da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás. Segundo Rychuv, ao participar do programa, a pequena empresa pode ''quebrar o paradigma de que este mercado não é para ela''.
Hoje, o setor de petróleo e gás responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Rychuv disse que os micro e pequenos empresários do Paraná poderiam atuar em vários setores para atenderem a Petrobras como alimentação, locação de carros, construção civil, uniformes, calderaria, terraplenagem, equipamentos, tubulação, solda, estrutura metálica, montagem, desenhistas temporários, mão-de-obra temporária, hospedagens, salão de beleza, academias, táxis, coleta de lixo, vigilância, limpeza industrial, laboratórios bioquímicos e farmácias, entre muitos outros. Ele acredita que, a partir da Petrobras, as microempresas podem conseguir novos mercados com outras empresas brasileiras e da América Latina.
Há pelo menos três empreendimentos na Repar que poderiam abrir espaço para pequenas empresas: um Complexo Diesel e Coque para refino de petróleos mais pesados, o Complexo Gasolina para a produção de gasolina com baixos teores de enxofre e a produção de propeno para indústrias petroquímicas.
O empresário Carlos da Motta, proprietário da Thermo Metal que presta serviços na área de engenharia e economia de energia térmica acredita que há muitas oportunidades na área de petróleo e gás, nos setores sucroalcooleiro, de papel e celulose, petroquímico e madeireiro. ''A minha empresa tem um ano e conta com 35 clientes'', disse. Ele acredita que o crescimento no setor de petróleo não deve ocorrer só por conta da Repar mas de seus fornecedores e concorrentes.


