O preço do petróleo teve forte alta ontem em Nova York numa reação ao acordo neste fim de semana entre membros e não-membros da Opep (Organizaçãoo dos Países Exportadores de Petróleo) para reduzir a produção. O contrato para maio, primeira entrega futura, subiu US$ 2,89, com o barril sendo cotado em US$ 17,50 na Bolsa de Nova York.
O aumento no petróleo tem impacto de aproximadamente US$ 1 milhão por dia, ou US$ 30 milhões por mês, nos gastos da Petrobrás. A empresa importa cerca de 500 mil barris de petróleo por dia. Ontem, os técnicos da área comercial da estatal não quiseram fazer declarações.
Os produtores se reuniram em Riad, na Arábia Saudita, no fim de semana, e concordaram em cortar entre 1,6 milhão e 2 milhões de barris por dia. Os cortes devem acontecer em abril. Pelo acordo, a Arábia Saudita, maior exportador de óleo do mundo, promete reduzir a produção em 300 mil barris por dia. A Venezuela, que tradicionalmente excede os limites de produção fixados pela Opep, vai cortar 200 mil barris por dia. O México, a Noruega e a Rússia, que não fazem parte da Opep, prometeram reduzir a producão em 100 mil barris por dia.
A redução esperada de até 2 milhões de barris/dia representa cerca de 2,6% da demanda mundial. O acordo foi fechado uma semana depois de o preço do petróleo ter caído a US$ 12,80 o barril, o mais baixo em mais de nove anos, em Nova York.

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