Petróleo cai, mas crise preocupa
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Das agências 
Declarações do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, ontem, ameaçando usar os estoques estratégicos de petróleo do país para suprir a demanda e garantindo o suprimento de óleo de calefação em outubro, e rumores de que a Arábia Saudita estaria injetando uma oferta extra no mercado interromperam o ciclo de alta das cotações da commodity e provocaram baixas. Na bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de outubro do petróleo WTI fechou a US$ 34,28 o barril.
No Brasil, a disparada do petróleo preocupa. O governo tem um colchão de R$ 640 milhões para enfrentar os aumentos no preço no mercado internacional até o final do ano, sem precisar de novos reajustes nos combustíveis. Mas a avaliação é de que, se o preço do barril continuar nos níveis atuais até o ano que vem, não haverá como evitar um aumento nos combustíveis, o que tornaria muito difícil cumprir a meta de inflação fixada pelo governo em 4% ou reduzir os juros.
O presidente da Opep e ministro de Energia da Venezuela, Alí Rodríguez, alertou sobre uma nova crise mundial de petróleo de grandes proporções. Além do problema do alto preço do cru, que vem provocando pânico no Ocidente, Rodríguez afirmou que a capacidade de produção de cru dos países membros do cartel está no limite. Rodríguez, de acordo com o jornal espanhol El País, teria afirmado ainda que, a curto prazo, os 11 países da Opep não estão em condições de extrair mais petróleo para atender a demanda. Estamos próximos de uma crise de grandes proporções, porque a capacidade de produção de cru se aproxima do limite, declarou o ministro de Energia da Venezuela.


