Nova York - O barril de petróleo fechou ontem acima de US$ 55 pela primeira vez na história em Nova York, a US$ 55,17 após atingir a cotação recorde de US$ 55,5 durante o pregão, em meio à preocupação com as reservas energéticas americanas. Na Bolsa Mercantil (Nymex), o preço do cru leve para entrega em dezembro fechou em alta de 70 centavos. Já em Londres, o barril do Brent também bateu recorde durante o pregão, negociado a US$ 51,65 dólares, antes de fechar em alta de 50 centavos, a US$ 51,22. Também foi o preço de fechamento mais alto já registrado neste mercado.
''Existe uma preocupação com o nível ajustado das reservas e uma ansiedade para saber se o problema será resolvido em breve'', resumiu Phil Flynn, corretor da Alaron Trading, destacando ''a preocupação persistente com a queda da produção no Golfo do México'', que começa a pesar no abastecimento.
Segundo o Departamento de Energia americano (DoE), as reservas de produtos destilados são de 119 milhões de barris nos Estados Unidos, quase 10% menores do que há um ano. ''Ainda há muita gente que espera um inverno mais frio'', diz o analista Marshall Steeves, da Refco.
De acordo com Steeves, a demanda continua bastante forte e as perspectivas irão depender da velocidade com que a economia chinesa continuará crescendo. ''Se ela desacelerar, a demanda por petróleo irá diminuir'', estimou Steeves. O contrato da gasolina para entrega em novembro fechou a 1,4376 dólar o galão (3,8 litros).

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