O preço do petróleo atingiu ontem o maior valor em dez anos em Londres, refletindo a expectativa de que uma alta de 500 mil barris na oferta do óleo não será suficiente para conter a escalada de preços. A elevação da oferta pode ser aprovada durante a reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que acontece em Viena no dia 10.
Em Londres, os contratos futuros para venda em outubro fecharam a US$ 32,80, com ganho de US$ 0,95, sendo o maior valor registrado desde 1990. A Arábia Saudita, maior exportador da Opep, já avisou que tentará convencer os outros produtores, durante o encontro, a concordar com um aumento na produção.
Os Estados Unidos e outros grandes países consumidores estão pressionando a Opep para intervir e deter a alta dos preços do óleo. Os sucessivos aumentos do petróleo geram alta excessiva nos índices de inflação em vários países. O príncipe saudita Abdullah deve se encontrar hoje ou amanhã com o presidente Bill Clinton, dos EUA, em Nova York.
No início de agosto, o preço começou a subir. De US$ 27,14 em 1º de agosto pulou para US$ 31,83 em 1º de setembro. A indecisão da Opep em intervir para conter a alta e os rumores de que a Arábia Saudita teria adotado elevação unilateral geraram maior instabilidade ao mercado.

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