Petróleo a preços 'justos', anunciam países produtores
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2002
France Presse 
Rio de Janeiro - A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e as grandes empresas de petróleo comprometeram-se nesta semana no Rio de Janeiro, durante o 17º Congresso mundial de petróleo, a manter preços ''justos razoáveis'' para todos na base de US$ 22 a US$ 28.
Comprometeram-se também a garantir o fornecimento do petróleo em tempos de paz. Mas o secretário-geral da Opep, o venezuelano Alvaro Calderón, advertiu para o fato que ''acontecimentos desestabilizadores fugiriam ao nosso controle''.
No entanto, Calderón reafirmou que o petróleo jamais serviu e não pode servir de nenhuma maneira ''de arma econômica''.
''A OPEP age como a Cruz Vermelha Internacional, que atua mais além dos conflitos'', acrescentou em entrevista à imprensa, na qual esteve acompanhado pelo inglês Robert Priddle, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), que reúne 26 países ocidentais.
''Não é por isso que não nos devemos nos preocupar com a situação no Iraque'', acrescentou Calderon. ''Não sabemos quais as consequências de um conflito armado''.
Sobre os atuais preços do petróleo, o diretor da AIE, sem querer fixar um preço ideal, criticou o fato de os preços OPEP serem fixados tendo como critério os rendimentos que desejam ter os membros do cartel.
Em relação à eventualidade de um conflito no Iraque e de suas consequências sobre o abastecimento dos países ocidentais, Priddle lembrou que os países membros da Agência têm estoques equivalentes a 90 dias de consumo. ''Estes estoques não podem servir senão no caso de uma quebra no abastecimento, não podendo também em nenhum caso agir sobre os preços'', disse.


