Com a indefinição das negociações entre a Petrobras e a Federação Única dos Petroleiros (Fupe), 45 trabalhadores da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, completaram ontem 100 horas ininterruptas de trabalho. A greve, que começou na terça-feira, deve terminar hoje. Os petroleiros estavam aguardando o resultado de uma reunião no Rio de Janeiro ontem à tarde para decidir sobre o futuro do movimento.
''Ao nosso ver, o que a Petrobras faz é uma espécie de cárcere privado'', afirmou o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro), Hélio Seidel. Segundo ele, os operadores não podem abandonar os equipamentos ligados e não têm permissão para desligá-los. ''Historicamente nas nossas greves temos que esperar a Petrobras ver que os operários chegaram em um limite para negociar'', afirmou.
Seidel afirmou que a produção continua em um ritmo praticamente normal, com a produção de cerca de 200 mil barris por dia e por isso não haverá problemas de desabastecimento no Paraná. Os petroleiros querem reajuste de 8,3% mas a Petrobras ofereceu apenas 6%.

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