Petroleiros querem progressão de carreira
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terça-feira, 08 de maio de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e dos terminais da Transpetro, em Paranaguá, fizeram uma paralisação de 24 horas ontem. De acordo com informações do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), Anselmo Ruoso Junior, 100% dos funcionários de produção aderiram ao movimento. A refinaria emprega 900 funcionários e os terminais da Transpetro outros 100 trabalhadores. Segundo ele, não houve prejuízos na produção mas, os empregados pararam o setor de manutenção. A Petrobras informou, através da assessoria de imprensa, que a paralisação não comprometeu nenhuma unidade de operação da estatal, nas áreas de segurança, produção e manutenção. Amanhã, será parada a Unidade de Xisto, em São Mateus do Sul. A Petrobras conta com 2 mil funcionários no Paraná e em Santa Catarina.
Os servidores querem implementação de novo plano de cargos e salários retroativo a 2006 e defendem a valorização dos cargos e novas regras de reenquadramento, mobilidade na tabela salarial e descrição dos cargos. Segundo Ruoso Junior, a principal reivindicação é a progressão da carreira. Ele disse que o plano precisa ter promoção por antiguidade ou merecimento e que há pessoas que estão há oito anos sem progredir.
As paralisações começaram no dia 3 de maio em outras unidades da Petrobras em todo o País. Os funcionários não descartam uma greve por tempo indeterminado caso a Petrobras não atenda as reivindicações da categoria, provavelmente, depois do dia 15 de maio. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as solicitações foram feitas pelos funcionários há um ano e meio e, até agora, não foram atendidas. Os petroleiros não realizam uma greve por tempo indeterminado desde 2001. Naquela época, o movimento foi nacional, durou três dias mas não chegou a afetar a produção.
Ontem, junto com o Paraná, pararam a Replan, em Campinas (SP), as refinarias de Manaus, as áreas de produção do Rio Grande do Norte, além de funcionários de São Paulo, Pernambuco e campos de produção do Espírito Santo.
A terceira paralisação de advertência, amanhã, será em Santa Catarina. No mesmo dia, funcionários das bases de produção, refinarias e fábrica de fertilizantes da Bahia, da Refap, no Rio Grande do Sul, Recap, em Mauá, na Grande São Paulo, e áreas administrativas do Rio Grande do Norte e Espírito Santo, além do edifício-sede em São Paulo, também aderem à paralisação.


