Os trabalhadores do setor petrolífero argentino iniciam hoje greve por tempo indeterminado, em repúdio ao imposto de 20% sobre as exportações de petróleo recém-criado pelo governo. A Federação Sindical de Petróleo e Gás, que convocou a greve, diz que as petrolíferas planejam demitir mais de 10 mil trabalhadores apenas neste mês devido à queda dos lucros. Alberto Roberti, secretário-geral do sindicato, diz que em três dias o mercado terá problemas de desabastecimento.
Com o imposto, o governo espera arrecadar US$ 450 milhões neste ano, que serão usados para compensar os prejuízos causados às instituições financeiras pela pesificação de seus créditos pela paridade de um por um entre peso e dólar.
‘‘As petrolíferas vão acabar saindo do país, e 30 mil pessoas serão demitidas’’, diz Roberti.
O chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, se reuniu na sexta com empresários do setor e conseguiu a promessa de que, pelo menos até hoje, os preços dos combustíveis ficarão inalterados. Empresários do setor afirmam que o aumento na gasolina pode atingir 40%, para compensar o imposto e a desvalorização do peso, que aumentou o custo de insumos importados.

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