A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deve levar à reunião de conselho consultivo, amanhã, uma proposta de greve da categoria com paralisação de produção, em resposta à contraproposta feita ontem pela direção da Petrobras para o reajuste dos salários dos petroleiros. Na quinta-feira, as assembléias dos sindicatos afiliados podem definir a data do início do eventual paralisação.
A estatal propõe aumento de 5% nos salários e o pagamento imediato de 1,3 salário-base para cada funcionário, referente ao Programa de Participação de Lucros nos Resultados do ano 2000. Os trabalhadores pedem 9,21% de reposição de inflação, 13,85% de aumento de produtividade e 39,74% por reposição das perdas decorrentes do Plano Real.
O diretor de imprensa da FUP, Antônio Carrara, disse que a proposta da empresa será analisada pelo Conselho Consultivo da FUP, que reúne os representantes dos 20 sindicatos afiliados. O sindicalista afirmou, no entanto, estar certo de que os trabalhadores recusarão a proposta da Petrobras. ‘‘Tenho certeza que os trabalhadores vão dar uma resposta firme de recusa para esta proposta indecente’’, disse Carrara. A aprovação definitiva de uma eventual greve e as datas do movimento precisam de aprovação em assembléias de todos os sindicatos. A Petrobras confirmou os termos da contraproposta, mas não comentou a eventual greve.

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