Das Agências
De Curitiba
Os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, fizeram um protesto ontem contra o não pagamento de horas extras em feriados. O grupo de cerca de 60 trabalhadores que entrou às 15h30 de segunda-feira deveria sair somente às 23h30 de ontem, sem troca nos turnos da manhã e da tarde. ‘‘Se não pagam o feriado, o pessoal folga’’, disse o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná, Hélio Luiz.
De acordo com Luiz, os trabalhadores que ficaram mais de 24 horas dentro da Petrobrás seriam sacrificados, mas acredita que, nesse caso, ‘‘a empresa vai ter de pagar’’. Além disso todos estavam sabendo do protesto, decidido em assembléia, até mesmo os trabalhadores que permaneceram na refinaria.
Protesto semelhante foi feito na Usina de Xisto, em São Mateus do Sul, e no terminal petrolífero do Porto de Paranaguá. O presidente do Sindipetro disse que o ato marca o início da campanha salarial. A categoria tem data-base em setembro. A pauta foi entregue em meados de agosto mas não houve resposta da empresa. Entre as cerca de 100 cláusulas do acordo proposto, os petroleiros pedem reajuste salarial de 5,7%, reposição de 36% relativos às perdas acumuladas desde o Plano Real e mais 24% de produtividade.
Também os petroleiros da refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, e dos terminais marítimos da Alemoa, em Santos, e de São Sebastião (litoral norte) fizeram ontem uma greve de 24 horas cuja adesão foi total, segundo o sindicato da categoria. A greve teve o mesmo motivo: a suspensão do pagamento do adicional de hora extra de 100% para os funcionários de turnos que trabalham em feriados. A Petrobrás cortou o benefício no Carnaval. Desde então, os petroleiros param nos feriados.
Embora não tenha havido rendição dos turnos, a paralisação não interrompeu o processamento de petróleo na refinaria. Os 80 trabalhadores do turno das 19h de ontem devem prolongar a jornada até 1h de hoje.

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