Petroleiros fazem protesto
Cerca de 150 manifestantes fizeram ontem pela manhã um protesto pacífico perto do Hotel Sheraton, em São Conrado, na zona sul, onde era realizado o leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de 23 áreas para exploração e produção de óleo e gás. Viemos mostrar que os sindicatos vão dar trabalho aos compradores, disse o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Maurício França Rubem.
A FUP reúne 20 sindicatos no País, que, juntos, congregam 20 mil trabalhadores. A maioria dos manifestantes era da Baixada Fluminense e região Norte do Estado.
O protesto durou mais de três horas e terminou com uma passeata dos manifestantes. Eles desceram a Avenida Niemeyer, onde fica o hotel, até o início da Praia do Leblon. Não houve problemas com a Polícia Militar. Em um momento do protesto, os manifestantes carregaram uma faixa com os dizeres: O petróleo é nosso; fora ANP, FHC e FMI.
CampeãA Petrobrás investiu R$ 166 milhões ontem para garantir o direito de explorar aéreas que já esteve em seu poder antes da desregulamentação do setor de petróleo. Grande vencedora do leilão da Agência Nacional de Petróelo, levou oito áreas das dez em que fez oferta na segunda rodada do leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) que ofertou 23 blocos de exploração. Somos do ramo, justificou o presidente da Petrobrás, Henry Philippe Reichstul.
O diretor de exploração e produção da Petrobras, José Coutinho Barbosa, disse que a decisão da empresa tem a ver com o conhecimento que tem de algumas áreas e ressaltou que as da Bacia de Santos, no litoral paulista, eram prioritárias. Barbosa disse ainda que a Petrobras se preparou para fazer alianças com grandes empresas do setor, como a YPF, o que permitiu que investisse apenas 25% do total a ser pago.





