Curitiba – Cerca de 400 petroleiros no Paraná aderiram à paralisação nacional de 24 horas da categoria, que começou às 23h30 de quarta-feira. Nas unidades da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metroplitana de Curitiba, e da Superintendência da Industrialização do Xisto (Sucix), em São Mateus do Sul, não houve troca de turno durante o período. Os petroleiros protestam contra a mudança no pagamento da Participação em Lucros e Resultados (PLR) da Petrobras.
A paralisação de 24 horas não interferiu na produção da Repar. Cerca de 40 pessoas da equipe de operadores da refinaria, cujo turno terminaria na noite de quarta-feira, trabalharam até as 23h30 de ontem. De acordo com a empresa, eles receberam assistência e apoio para dar continuidade às atividades.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), Hélio Seidel, cerca de 200 operadores e 100 trabalhadores da área administrativa pararam as atividades ontem, além de outros 100 funcionários da Sucix. Porém, a Repar afirmou que apenas quatro funcionários administrativos aderiram à paralisação.
Os petroleiros fizeram a manifestação em todo o Brasil porque a Petrobras diminuiu o percentual do lucro líquido destinado ao pagamento da PLR, informou Seidel. Segundo ele, em 2001 a empresa destinou 11% do volume repassado aos acionistas para pagamento da PLR, e neste ano quer pagar entre 6,5% a 7%. ‘‘Por lei, teríamos direito a reivindicar até 25%, mas a Petrobras quer só baixar o nosso pagamento’’, afirmou.
Segundo Seidel, a Petrobras também está descumprindo um acordo feito no ano passado. ‘‘A empresa assumiu o compromisso de que uma gratificação de dois salários base dada no ano passado não iria contabilizar como parte da PLR, mas agora está alegando que já pagou uma parcela da participação’’, observou.
Petrobras alega que esse dinheiro faz parte da PLR sobre o resultado de 2001. Segundo a Petrobras, contando os dois salários-base pagos em outubro, a fatia destinada aos funcionários como prêmio pelo desempenho da empresa em 2001 aumentou 31% em relação ao pago no ano anterior.(Com Agência Estado)

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