Petroleiros do Paraná param hoje
Da Redação e
Agência Folha
Os petroleiros do Paraná e Santa Catarina vão aderir à paralisação nacional prevista para hoje em todo o País. Os trabalhadores não fizeram a troca de turno que deveria ter ocorrido às 23h30 horas de ontem e às 7h30 de hoje. O movimento paralisou as unidades da Repar, em Araucária, da usina de Xisto em São Mateus do Sul, do terminal da Repar em Paranaguá e do terminal da Petrobrás em São Francisco do Sul-SC.
Em todo o País, petroleiros do setor operacional da Petrobras fazem hoje uma paralisação de 24 horas em protesto contra a suspensão do pagamento dos 100% adicionais sobre a hora extra trabalhada em feriados. As greves de 24 horas em feriados começaram depois da decisão da Petrobras, em abril, de cortar o pagamento do adicional. A primeira paralisação foi no feriado de Corpus Christi (3 de junho) e as demais vêm ocorrendo nos feriados nacionais, estaduais e municipais. Se a empresa não paga o feriado, a gente não vai trabalhar no feriado, disse Cláudio Francisco Negrão, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Cubatão, Santos e São Sebastião.
Na refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, não haverá rendição para os trabalhadores que saem à 1h de hoje, conforme decisão das assembléias do sindicato. Eles permanecerão na refinaria. Segundo o sindicato, a produção não será suspensa. Nos terminais marítimos de Santos, Cubatão e São Sebastião, o corte da rendição acontecerá à 0h. Para amanhã, está marcada uma reunião, no Rio de Janeiro, do Conselho Consultivo da FUP (Federação Única dos Petroleiros). O conselho reúne os presidentes de 19 sindicatos de petroleiros do país. Segundo o presidente da FUP, Maurício França, a reunião poderá decidir pela deflagração da greve de 48 horas suspensa na semana passada ou por uma paralisação por tempo indeterminado.
Os petroleiros reivindicam 5,79% de reajuste referentes à reposição da inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base (1º de setembro) e outros 37,25% referentes às perdas salariais desde 1994 provocadas pelo Plano Real. A Petrobrás oferece reajuste salarial de 3,9% e pagamento de abono no valor de um salário básico (em média R$ 1.000, segundo os sindicatos), a título de participação nos resultados.





