Curitiba - Os sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeitaram por ampla maioria a proposta de reajuste salarial da Petrobras em assembleias realizadas no final de semana e ontem. Hoje, o Conselho Deliberativo da FUP se reúne para decidir a data do início da greve por tempo indeterminado.
A última greve da categoria foi realizada em 2009 e durou cinco dias, depois que a Petrobras apresentou uma proposta melhor. Os petroleiros querem ganho real de 10% e a Petrobras ofereceu de 2,5% a 3,5%, dependendo do nível salarial. O aumento total proposto pela empresa, somada a inflação, seria de 10,71%. A FUP reúne 12 sindicatos e também tem reivindicações na área de saúde e segurança.
Os cinco sindicatos independentes da FUP também vão seguir o calendário de greve da entidade. O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC), Silvaney Bernardi, disse que agora só falta definir a data de início da greve. Segundo ele, a categoria só desistiria da paralisação caso a empresa apresentasse uma nova proposta de reajuste salarial.
Bernardi informou que, caso a greve ocorra, não haveria desabastecimento de combustíveis e outros derivados de petróleo, já que os serviços essenciais seriam mantidos. O Paraná conta com 2.300 trabalhadores, sendo mil na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária.

mockup