O Sindicato dos Petroleiros protocolou ontem na Procuradoria da República uma representação popular contra o aumento de 9,89% do gás de cozinha. O aumento foi dado em 18 de março deste ano para custear o serviço de requalificação de botijões, que começou a ser feito pelas distribuidoras. Segundo o sindicato, o custo do serviço não poderia ser repassado para o consumidor final. As empresas é que deveriam absorver o custo.
O programa de requalificação dos botijões foi elaborado pela Secretaria de Direito Econômico, órgão ligado ao Ministério da Justiça, para garantir mais segurança ao usuário. O projeto obriga cada distribuidora a manter em ordem os seus próprios botijões. Antes da implantação do programa, as distribuidoras disseram que não pretendiam arcar com o custo do serviço. Elas pediram um aumento de 3,5% do produto. A secretaria negou o pedido. Mas na implantação do projeto, o reajuste foi concedido por ordem do Departamento Nacional de Combustíveis, órgão do Ministério das Minas e Energia. O reajuste foi 2,8 vezes maior que o solicitado pelas distribuidoras.

mockup